quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Dupla Gre-Nal precisa urgentemente rever suas gestões

Com a eliminação do Grêmio na Copa do Brasil diante do Atlético-PR nesta última quarta-feira, a dupla Gre-Nal fracassou em 2013, ficando sem nenhum titulo relevante para celebrar. No entanto, os clubes gaúchos jamais gastaram tanto e terminarão a temporada com um déficit gigantesco, que comprometerá as finanças dos clubes em um curto e médio prazo.
  
Com políticas de administração semelhantes, baseadas na contratação de medalhões que geram um alto custo mensal, além de supervalorizar jogadores comuns, Grêmio e Inter marcaram passo mais uma vez, pois não tiveram competência para montar times competitivos e vencer clubes com orçamentos mais modestos, que conseguiram se organizar com as suas limitações e terminarão o ano em melhor situação. 

Se o resultado de todo investimento feito é um titulo (Gauchão pelo Inter) e a possibilidade de uma vaga na Libertadores (pelo Grêmio, que começa a ficar complicada), é sinal que o modelo de gestão do futebol de 2013 fracassou.

Vão-se as oportunidades de conquistar títulos relevantes e ficam-se os déficits, já que tanto Grêmio quanto o Internacional, terão que administrar pendências milionárias para o(s) próximo(s) ano(s), e provavelmente perderão muita competitividade caso não consigam organizar-se com elencos mais modestos. Segundo informações divulgadas pela imprensa gaúcha, o Internacional deverá terminar o ano com déficit entre R$ 35 a 40 milhões, enquanto que o do Grêmio terminará entre R$ 90 a 100 milhões de reais.

É bem verdade que ambos estão lidando com problemas em seus estádios. O Grêmio tenta renegociar o seu contrato com a OAS, que promete reduzir este déficit, enquanto o Internacional não teve a sua casa em 2013 e acusa perda de receitas, porém já é fato que a dupla acabou gastando muito mais do que deveria no futebol, principalmente em contratações com valores irresponsáveis e que não deram o resultado esperado.

Agora ambas as direções lidam com dilemas, tendo em vista que a maior parte dos contratos dos medalhões são longos, necessitando uma negociação/acordo para que possam desonerar suas folhas de pagamento e promover renovação de seus planteis. O pior é que a dupla se notabilizou por pagar salários em valores acima dos praticados pela média dos outros clubes, o que dificulta ainda mais eventuais negociações sem que o clube aumente o seu passivo. 

Tanto o Internacional quanto o Grêmio terão que reduzir os gastos com futebol, não somente em virtude do déficit, mas sim em função do custo x benefício que o alto investimento trouxe, passando a investir mais nas categorias de base e na contratação de jovens jogadores.

O futebol brasileiro necessita de uma gestão de clubes mais responsável e que limite os gastos ao valor orçado no início da temporada. Além disso, é necessário um dinamismo para obter receitas ordinárias e isso só ocorrerá com a profissionalização da gestão dos clubes, visando minimizar os erros e maximizar os acertos, de forma que o clube possa disputar títulos sem comprometer-se financeiramente. Hoje, no Brasil, poucos clubes possuem gestões racionais e, apesar do incremento de receitas devido às renegociações de contrato com a TV, grande parte encerrará o ano com déficit. 

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